sábado, 29 de dezembro de 2012

Fique mais um pouco, 2012!

Esse ano teve início ‘livre, leve e solto’. Eu não tinha nenhum grande projeto em mente. Só queria curtir o restante das férias e começar mais um ano escolar. Como sempre fiz. Já de antemão é bom avisar que a intenção inicial não é escrever uma retrospectiva. A verdade é que nas últimas semanas, percebi que não estou especialmente animada e contente com o término desse ano. E expressar isso em palavras talvez seja a melhor maneira de compreender o motivo.

Se eu pudesse definir 2012 em uma palavra, seria aprendizado. Tudo bem que todo ano eu digo que aprendi muito mais do que no ano anterior e é a mais pura verdade, com todo mundo. Com o tempo você cresce, aprende, vive. Mesmo assim, 2012 continua sendo importante. Para começo de conversa, em certa época, eu tinha medo de quando esse ano chegasse. Não é complicado entender o porquê. Para facilitar, começou no período de lançamento do filme 2012. A menina de 11 anos pensava “Nossa! Se fizeram até um filme sobre isso, é porque vai mesmo acontecer!”. Um fato que à 00:00 do dia 21/12/12 me fez rir ao ser relembrado.

É como se, nesse último mês, eu vivesse na tal da “zona de conforto”. E quando 2013 surgisse no horizonte seria a hora de mudar isso. Durante esses doze meses, eu tentei decididamente “participar” mais, como diria o Charlie. E adiantou. Fiz muitas coisas que provavelmente não teria feito anos atrás, mas ainda não acho que é suficiente. Tudo indica que em breve o verbo “tentar” será forçado a sair da frase acima. Já tentei demais, chegará a hora de começar para valer.

Para o ano que vem... Uma viagem programada logo nos primeiros dias (comum para muitos, não para mim!), um novo colégio e uma nova etapa: Ensino Médio. Estou animada, talvez não preparada. E deve ser por isso que eu queira continuar no meu cantinho, quieta, camuflada, porém, atenta. Mas isso não durará para sempre. É melhor que tudo mude aos poucos antes que tudo mude bruscamente. Só espero em uma manhã dessas, acordar pronta: para o que tiver de enfrentar.

P.S.: Post para a categoria dos pessoais até demais. Se você leu até aqui, significa que ele foi publicado e se ele foi publicado, parabéns para mim! Eu não iria fazer isso como também não queria deixá-lo guardado, esquecido. Está aqui porque ficaria feliz caso alguém lesse e se identificasse. Tem horas que encontrar-se em algum texto é o que mais precisamos. Não é mesmo?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Resenha - Estilhaça-me, de Tahereh Mafi

Título Original: Shatter Me
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 304
Editora: Novo Conceito
Nota: 85/100

Desde o lançamento, eu estava intrigada a ler Estilhaça-me. Primeiro, pelo enredo da história; segundo, pelo ar distópico; depois pelo título e por último, a capa. Eu não consigo gostar de capas assim.  Quando fiquei sabendo que a Tahereh Mafi estaria na FLIT então... No final de tudo, não viajei para Palmas nas férias, não conheci a autora e só agora fui ler o livro. É a realidade da vida.

Juliette Ferrars é nossa protagonista e como narra na primeira frase do livro, está aprisionada a 264 dias em um cubículo de 1,48 m² solitária e esquecida. Até que recebe um companheiro de cela e as coisas começam finalmente a mudar. Juliette tem um dom e para a sociedade, é considerada um grande perigo, pois carrega alguns acidentes no seu passado. Mas há alguém interessado em conhecê-la melhor e se aproveitar de seu poder, ainda que seja para o mal.

Eu gostei do livro! Esperava muito mais, é verdade. O início é um pouco cansativo, pois nós só sabemos o que a Juliette sabe e nessa parte, ela não tem conhecimento de onde está, por quanto tempo ficará lá, por que recebeu um companheiro de cela. Ela só sabe por que está em um hospício: por conta de seu dom ou maldição. A narrativa poética, metafórica, lírica e outros adjetivos do tipo pode ser muito chata se você estiver lendo o livro com pressa. Então, essa é a minha dica: leia Estilhaça-me tranquilamente, prestando atenção em cada frase, cada pensamento.

Sabe aquela sensação de “Eu já li isso em algum lugar”? Senti isso várias vezes, mas pensando bem, creio eu que não é nada mais que a essência dos livros que se passam em um futuro de uma nação controlada por um governo opressor e coisas do tipo. Enfim, os capítulos curtinhos são ótimos, os personagens são muito bem construídos e eu adorei o James! Tá, ok. Sobre o romance, tenho a dizer que ele é bem intenso assim como o livro inteiro e é interessante acompanhar o jeito que ele foi se desenrolando.
“Passei minha vida dobrada entre as páginas dos livros. Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda no meio das histórias enredadas na história; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras, amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção.” (pág. 65/66)
É bom conhecer os fatos junto com a Juliette porque assim as surpresas são ainda maiores. Admiro a bondade presente na personalidade dela porque ela conseguiu administrar seu dom. Pode crer que muita gente por aí sairia tocando aqueles que não gosta. E com Juliette não é assim. Ela sofreu e tem vários motivos para sair descontando em todas as pessoas que algum dia, já a maltrataram. Porém, ela meio que entende isso tudo e no fim, fico feliz por ter conseguido encontrar... o que encontrou. 

Estou realmente curiosa para ler a continuação, ainda há várias perguntas sem respostas. Unravel Me será lançado em 05 de fevereiro de 2013 nos EUA. E... Destroy Me (o livro 1,5 da série) será lançado no início de 2013 no Brasil e a tendência é que a Novo Conceito comercialize apenas em versão digital. :/

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Selinho - Laço de Incentivo à Leitura

Oi! Tem tanto, tanto tempo que não respondo um selinho/meme/tag (alguém me explica qual é a diferença?) aqui no Castanha. Porém, hoje trago um bem simples que a Alline do blog Books e Desenhos me enviou. Obrigada!
Regrinhas
- Indicar 10 blogs.
- Avisar aos blogs escolhidos.
- Colocar a imagem no blog para apoiar a campanha.
- Responder a pergunta: Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?

Nunca é tarde para ser feliz, isto é, começar a ler. Porém, suponhamos que eu esteja dando uma dica de leitura para uma criança. Nesse caso, eu indicaria todos os livros da Coleção Vagalume Júnior *♥* porque foi por meio deles que eu comecei a ler... para valer.

Agora, estamos falando com uma garota daquelas que pensa e fala de tudo, menos de literatura. Fazendo Meu Filme nela! Leitura fácil, rápida e com altas chances de identificação.

Ai, só mais um! Eu indicaria Jogos Vorazes para qualquer idade (talvez não para menores de 10 anos) porque mesmo sendo um pouco mais complexo do que as dicas acima, sugere uma reflexão interessante e reúne tudo o que uma boa história costuma conter.

Eu sei que a pergunta é “qual” livro indicaria e não “quais”, mas acontece que é um para cada faixa etária, sabe? ~ Sim, considerem isso como uma tentativa de explicar o fato de eu não conseguir escolher apenas um.~

10 blogs (indiquei só 9. Aô, atenção!)

E se você, pessoinha que teve seu blog indicado, já respondeu a pergunta, deixe o link nos comentários para que eu possa ler também. J

domingo, 9 de dezembro de 2012

Resenha - Ressurreição, de Machado de Assis

*

Título Original: Ressurreição
Ano de Publicação: 1872
Páginas: 168 *edição atualizada*
Editora: FTD
Nota: 50/100

O abandono de leituras é um tipo de coisa que eu considero cruel. Tudo bem, há muitos livros bons para serem lidos e o tempo é curto, mas é bom dar uma chance para todos, não é mesmo? Ele pode acabar melhorando no final. Acontece que Ressurreição é um livro que eu abandonaria facilmente se estivesse lendo por conta própria. Nada contra Machado de Assis, eu até tenho uma vontade antiga de ler outro livro dele, mas... Narrativa complexa mais uma vez complicando minhas leituras. Eu estou à procura de um livro antigo realmente BOM. Dizem que quanto mais você lê livros assim, mais se acostuma com a narrativa característica da época e tudo se simplifica. Então, aí está a solução: Ler. Livros. Antigos.

Félix é um médico solteiro de 36 anos que se tornou um desacreditado no amor por conta de sua exagerada desconfiança oriunda de uns traumas passados. A possível ressurreição do coração do médico aparece quando ele conhece Lívia, uma jovem viúva romântica e fiel. Rio de Janeiro, tempo do Império, ótimo cenário para um romance eterno ou não.

A história acontece mais ou menos no intervalo de um ano, desconsiderando o epílogo. Tudo começa na manhã de Ano-Novo quando a aura de vida nova que o primeiro dia de janeiro traz surge na vida de Félix e ele resolve romper o relacionamento com Cecília. Não antes de ser convidado por Viana, amigo e irmão de Lívia, para um jantar na casa do coronel.
"Dispondo de todos os meios que o podiam fazer venturoso, segundo a sociedade, Félix é essencialmente infeliz. A natureza o pôs nessa classe de homens pusilânimes e visionários, a quem cabe a reflexão de poeta: "perdem o bem pelo receio de o buscar".
Sinceramente, estava esperando um final óbvio e me surpreendi um pouco. Isso fez metade da leitura valer a pena. Gostei bastante da maneira madura com que Lívia agiu em certos momentos. Ressurreição foi o primeiro livro que li de Machado de Assis e sinceramente, não queria ter começado com esse. Ainda tenho esperança de gostar mesmo de uma história dele.

P.S.: Esse ano, Ressurreição completou 140 anos desde que foi lançado. É, já tem um tempinho...
*Acreditam que eu não encontrei uma foto sequer da edição que realmente li? Humpf!

Vocês já leram alguma obra de Machado de Assis? Se sim, qual? A vontade antiga que eu citei no início é de ler "Dom Casmurro". Eu não perdi um capítulo de "Capitu", aquela minissérie que passou na Globo em 2008. Acho que foi lá que comecei a me apaixonar por trilhas sonoras. :)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

5 dicas práticas de organização

Não tem tempo de se organizar? Organize-se e tempo terá.
Hoje me perguntei se sou ou não sou organizada. Parece uma pergunta muito simples, não é? Parece. Observando meu lado do guarda-roupa ou os materiais escolares ou a caixa de entrada do e-mail: “Uau, quanta organização.” Agora se tiro os olhos da tela do computador e presto atenção ao redor, independentemente do cômodo em que esteja... É, a situação muda um pouquinho. Viram? São circunstâncias diferentes e a única conclusão é a de que gosto de ver as coisas organizadas, o único problema é deixá-las organizadas. É assim com todo mundo, acredito.

A organização é importante para tornar sua vida mais simples e prática. Como sabemos, tudo em excesso faz mal, mas quem tem o mínimo de organização deixa de se preocupar com diversas coisas e consequentemente, tem um cotidiano mais tranquilo. Planejar, traçar metas e pontuar objetivos é necessário, mas o bom mesmo é fazer tudo na medida certa e sempre que puder, “organizar um imprevisto”. Assim, você planeja da mesma maneira que se surpreende com algo bom que não estava planejado e ainda sobra tempo para ser mais feliz.

1. Deixe de comprar coisas desnecessárias
É verdade que,na hora da compra, tal objeto é muito necessário. Porém, tenha certeza disso. Quanto mais comprar, mais coisas você terá espalhadas por aí, ou seja, mais bagunça.

2. Antecipe sempre que puder
Tem algum compromisso importante amanhã? Então, arrume tudo o que precisa hoje. Simples assim.

3. Valorize seu lar-doce-lar
Em outras palavras, ame o que é seu. Quem ama, cuida. Portanto, perceba como é prazeroso organizar o seu cantinho e assim, arrumar a bagunça fica até divertido.

4. Faça coisas simples e rotineiras antes das mais demoradas
Tenho feito isso há algum tempo e têm dado certo. Por exemplo: depois de estudar por muito tempo, resolvo escrever. Porém, me obrigo a fazer isso apenas depois de tomar banho, escovar os dentes e dar uma ajeitadinha no quarto. O segredo é intercalar as atividades que exigem maior dedicação com aquelas feitas no “automático”.

5. Vá e faça!
Dica do meu professor de Química (ou melhor, da mãe dele). Resumindo: você não vai conseguir organizar nada se sempre deixar para depois.

Testes virtuais costumam ser muito vagos, mas como foi por meio dele que surgiu a inspiração para escrever esse post, aqui está: Você é organizado? ~façam e me contem o resultado nos comentários~
Meu resultado: Bagunça e ordem na medida certa. Você é organizado o bastante para não cair no caos, mas também abre espaço para imprevistos e espontaneidade no dia-a-dia.
Outro link muito interessante que encontrei nas minhas andanças pelo mundo virtual: 30 dicas de organização essenciais para a sua vida. Aliás, esse blog tem muitos outros bons artigos sobre esse tema. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Resenha - A Esperança, de Suzanne Collins

Título Original: Mockingjay
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 421
Editora: Rocco
Nota: 95/100

A primeira vez que escrevi sobre esse livro estava bem abalada. E eu nunca tinha ficado assim após terminar uma série. Já dá para imaginar o que virou a resenha... Então, semanas depois, voltei e dei uma consertada básica nos trechos com visíveis “excessos emocionais”. Agora que meses e meses se passaram, não altero mais nada além de acrescentar: se você ainda não leu Jogos Vorazes e Em Chamas, pode ler tranquilamente o texto abaixo.

Ao ler A Esperança, eu estava feliz, triste, alegre, nervosa, chateada e esperançosa. E por trás de tudo que deixou não só eu como muitos outros leitores assim, o terceiro livro trouxe ainda mais clara certa mensagem. Como os seres humanos são absurdamente mais perigosos que esses monstros dos livros de fantasia. Não é uma frase que combine muito com o título traduzido do livro, é verdade. Para ser sincera, passei o livro inteiro tentando encontrar uma pontinha de esperança nessa realidade tão violenta, trágica e cruel. Se eu encontrei? É, quem sabe.

Katniss Everdeen adquire um papel importantíssimo para toda a população de Panem e se torna o centro das atenções, se é que já não era antes. Enfim! Eu gosto de narrações em 1ª pessoa, mas acontece que Katniss estava um pouco confusa em várias partes. No lugar dela, eu também estaria. Certamente. Até pior. Vai saber... Depois de tudo que nossa querida protagonista passou, só de estar viva dois anos depois já é uma grande vitória. Se bem que não teria como ela não sobreviver, afinal, é a narradora do livro.

A Esperança é um livro cruel. Não finaliza a série da maneira mais feliz de todos os tempos, mas dá para entender e suportar. Quem lê, precisa estar preparado. Mortes de muitos personagens são desnecessárias e tão rápidas e brutais que nem dá tempo de se emocionar.
“Não tenho mais nenhum compromisso com aqueles monstros chamados seres humanos. Eu mesma me desprezo por fazer parte deles. Acho que Peeta tinha certa razão quando disse que poderíamos destruir uns aos outros e deixar que outras espécies decentes assumissem o planeta. Porque há algo significativamente errado com uma criatura que sacrifica as vidas de seus filhos para resolver suas diferenças. Para onde quer que você se vire, você enxergará esse tipo de visão de mundo. Snow pensava que os Jogos Vorazes eram uma forma de controle eficiente. [...] Mas no fim, a quem tudo isso beneficia? A ninguém. A verdade é que viver num mundo onde esse tipo de coisa acontece não traz benefícios a ninguém.” (pág.405)

A frase da contracapa resume tudo o que quero escrever sobre o romance da história: "[...] primorosamente orquestrado e inteligente”. De certa forma, praticamente me coloquei no lugar do Peeta para compreender o que ele passou e fico realmente feliz por ele ter aprendido a reaprender. Era assim que eu queria que terminasse. Mas não era bem assim que eu imaginava. Fazer o quê, né? Tô feliz, acho.

A trilogia Jogos Vorazes não mudou minha vida, mas com certeza, marcou o ano de 2012. Porque pode crer que aconteceram muitas coisas esse ano que não teriam acontecido caso eu não conhecesse essa série. E pensar que minha primeira impressão foi que a história estava relacionada com “Jogos Mortais”...

P.S.: Adaptação Cinematográfica –> A Esperança será dividido em duas partes e as datas de lançamento já foram divulgadas. Parte 1: 21 de novembro de 2014 / Parte 2: 20 de novembro de 2015 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Abram as cortinas!

Google Imagens
Olá! Sábado eu fui ao teatro. Há bastante tempo eu não ia ao teatro por livre e espontânea vontade. Se não me engano, a última vez foi para assistir a encenação da Paixão de Cristo. Em 2009. É, já tem um tempinho. Dessa vez, era a estreia de uma peça infantil. De alguma maneira, minha mãe ficou sabendo da existência do espetáculo e lá estávamos nós. Além dela, duas crianças me faziam companhia. Uma delas, aliás, não se recordava de ter ido ao teatro, talvez porque nunca tenha ido. E mesmo com a pequena divulgação, havia um número considerável de pessoas na plateia.

Sinceramente, creio que muitas pessoas deixam de aproveitar os eventos culturais da cidade por pura falta de divulgação, excetuando essas peças com atores globais que aparecem por aqui e que o preço do ingresso é um “pouco”... elevado. Na região Sul-Sudeste do país a situação deve ser diferente. Talvez seja a informação que não chegue às pessoas ou muitas delas que realmente não se dispõem a prestigiar a cultura local. Só acho que todo mundo deveria ir ao teatro por livre e espontânea vontade alguma vez na vida. É como ir ao cinema. Só que para assistir um filme “ao vivo”.

Por mais simples que fosse o cenário ou o enredo, percebia-se que o elenco estava fazendo aquilo porque gosta e os espectadores pareciam estar gostando também. Foi bom. Minhas companheiras adoraram e só de vê-las saindo do teatro comentando, rindo e relembrando as cenas, já valeu todo o espetáculo.

Vocês costumam ir ao teatro? Qual a última peça que assistiram? Comentem! *-*
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