Mostrando postagens com marcador #ResenhaLivro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #ResenhaLivro. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de dezembro de 2012

Resenha - Divergente, de Veronica Roth

Título Original: Divergente
Ano de Publicação: 2012 
Páginas: 504
Editora: Rocco
Nota: 100/100

Caso alguém me pergunte quando Divergente passou a assumir a incrível primeira colocação ou prioridade máxima elevada ao quadrado na minha humilde lista de “livros a serem lidos urgentemente”, não saberei responder. Apenas lembro-me que conheci o livro no início do ano em algum lugar deste extenso mundo cibernético. Se o fato de eu estar loucamente atrás de distopias após ter lido Jogos Vorazes contribuiu? HA HA HA Faça-me rir! É claro que... sim.

Beatrice Prior, 16 anos, a população de Chicago dividida em 5 facções e uma escolha. Se você já gosta desse gênero literário, sugiro que saiba apenas disso antes de ler a história. A sensação de não saber o que vem pela frente deixa o livro ainda melhor. Agora se você já sabe mais do que deve, seria interessante se lesse logo para não se decepcionar e a história acabar não provocando o mesmo efeito que provocou em mim. Realmente, eu não tinha a menor ideia do que ia acontecer.

A sociedade criada pela Veronica não parece ser tão real assim, mas foi muito bem pensada. Valorizar uma virtude e esquecer as outras como se o ser humano pudesse ter apenas uma qualidade é interessante de se observar. De início, esperava algum tipo de ameaça externa porque, como a própria sinopse diz, Tris vive em “uma sociedade aparentemente perfeita”. É aí que me pergunto: “Apenas Chicago está assim? E o restante do país? E o restante do mundo?”

Jeanine Waters é uma das minhas personagens preferidas, arrisco dizer. A questão é que os típicos vilões que só mandam e na verdade, são seus assistentes que fazem todo o trabalho são cansativos. Com a Jeanine é diferente... Convenhamos que ela usa a inteligência de uma forma não tão ética, “--- [...] mas, de qualquer forma, é incrível." Para ser sincera, de todos os personagens, não gostei apenas de três. E isso é algo completamente errado porque se apegar é um tipo de ação que você não deve ter em livros como esse.

Perigos, ameaças, ação, competitividade ao extremo, vidas em jogo não, eu não tô falando de JV! e no meio disso tudo, romance. Quando ele apareceu pela primeira vez, eu sabia que era ele. Afinal, quem não sabia? Algo na atmosfera da situação deixava claro. Acontece que esse romance se desenvolve de uma maneira tão rápida e ao mesmo tempo, tranquila, simples e quem sabe, até cômica. E o melhor: não temos um triângulo amoroso no meio da história.

“Coragem, coragem/ O contrário do medo/ Coragem, coragem/ A força que carrego comigo”. Pausa para a música nostálgica do Cocoricó. Pausa para entrar em outro ponto digno de ser comentado: coragem e medo. Dois sentimentos que são muito bem colocados em Divergente. Um é o contrário do outro, como diz a música.  Porém, sem medo, não há coragem e sem coragem, não há medo. Tris em vários momentos arrisca sua vida indo na lógica do “qual o problema em fazer isso?” ou “ahh, o pior que pode acontecer é eu morrer”. Para os ousados de nascença, a recomendação de não fazer o que certos personagens desse livro fazem é altamente válida. Mas por que não ser audaciosa de vez em quando? digam isso a mim na beirada de um foguete, prestes a pular da estratosfera e logo mudarei de ideia

Tudo depende da forma que você trabalha a sua coragem. Para ser altruísta, esperto, amigo ou honesto é necessário coragem. Tudo depende da forma que você trabalha o seu medo. Afinal, até para se tornar um sem-facção é preciso ser corajoso.  

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Resenha - Estilhaça-me, de Tahereh Mafi

Título Original: Shatter Me
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 304
Editora: Novo Conceito
Nota: 85/100

Desde o lançamento, eu estava intrigada a ler Estilhaça-me. Primeiro, pelo enredo da história; segundo, pelo ar distópico; depois pelo título e por último, a capa. Eu não consigo gostar de capas assim.  Quando fiquei sabendo que a Tahereh Mafi estaria na FLIT então... No final de tudo, não viajei para Palmas nas férias, não conheci a autora e só agora fui ler o livro. É a realidade da vida.

Juliette Ferrars é nossa protagonista e como narra na primeira frase do livro, está aprisionada a 264 dias em um cubículo de 1,48 m² solitária e esquecida. Até que recebe um companheiro de cela e as coisas começam finalmente a mudar. Juliette tem um dom e para a sociedade, é considerada um grande perigo, pois carrega alguns acidentes no seu passado. Mas há alguém interessado em conhecê-la melhor e se aproveitar de seu poder, ainda que seja para o mal.

Eu gostei do livro! Esperava muito mais, é verdade. O início é um pouco cansativo, pois nós só sabemos o que a Juliette sabe e nessa parte, ela não tem conhecimento de onde está, por quanto tempo ficará lá, por que recebeu um companheiro de cela. Ela só sabe por que está em um hospício: por conta de seu dom ou maldição. A narrativa poética, metafórica, lírica e outros adjetivos do tipo pode ser muito chata se você estiver lendo o livro com pressa. Então, essa é a minha dica: leia Estilhaça-me tranquilamente, prestando atenção em cada frase, cada pensamento.

Sabe aquela sensação de “Eu já li isso em algum lugar”? Senti isso várias vezes, mas pensando bem, creio eu que não é nada mais que a essência dos livros que se passam em um futuro de uma nação controlada por um governo opressor e coisas do tipo. Enfim, os capítulos curtinhos são ótimos, os personagens são muito bem construídos e eu adorei o James! Tá, ok. Sobre o romance, tenho a dizer que ele é bem intenso assim como o livro inteiro e é interessante acompanhar o jeito que ele foi se desenrolando.
“Passei minha vida dobrada entre as páginas dos livros. Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda no meio das histórias enredadas na história; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras, amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção.” (pág. 65/66)
É bom conhecer os fatos junto com a Juliette porque assim as surpresas são ainda maiores. Admiro a bondade presente na personalidade dela porque ela conseguiu administrar seu dom. Pode crer que muita gente por aí sairia tocando aqueles que não gosta. E com Juliette não é assim. Ela sofreu e tem vários motivos para sair descontando em todas as pessoas que algum dia, já a maltrataram. Porém, ela meio que entende isso tudo e no fim, fico feliz por ter conseguido encontrar... o que encontrou. 

Estou realmente curiosa para ler a continuação, ainda há várias perguntas sem respostas. Unravel Me será lançado em 05 de fevereiro de 2013 nos EUA. E... Destroy Me (o livro 1,5 da série) será lançado no início de 2013 no Brasil e a tendência é que a Novo Conceito comercialize apenas em versão digital. :/

domingo, 9 de dezembro de 2012

Resenha - Ressurreição, de Machado de Assis

*

Título Original: Ressurreição
Ano de Publicação: 1872
Páginas: 168 *edição atualizada*
Editora: FTD
Nota: 50/100

O abandono de leituras é um tipo de coisa que eu considero cruel. Tudo bem, há muitos livros bons para serem lidos e o tempo é curto, mas é bom dar uma chance para todos, não é mesmo? Ele pode acabar melhorando no final. Acontece que Ressurreição é um livro que eu abandonaria facilmente se estivesse lendo por conta própria. Nada contra Machado de Assis, eu até tenho uma vontade antiga de ler outro livro dele, mas... Narrativa complexa mais uma vez complicando minhas leituras. Eu estou à procura de um livro antigo realmente BOM. Dizem que quanto mais você lê livros assim, mais se acostuma com a narrativa característica da época e tudo se simplifica. Então, aí está a solução: Ler. Livros. Antigos.

Félix é um médico solteiro de 36 anos que se tornou um desacreditado no amor por conta de sua exagerada desconfiança oriunda de uns traumas passados. A possível ressurreição do coração do médico aparece quando ele conhece Lívia, uma jovem viúva romântica e fiel. Rio de Janeiro, tempo do Império, ótimo cenário para um romance eterno ou não.

A história acontece mais ou menos no intervalo de um ano, desconsiderando o epílogo. Tudo começa na manhã de Ano-Novo quando a aura de vida nova que o primeiro dia de janeiro traz surge na vida de Félix e ele resolve romper o relacionamento com Cecília. Não antes de ser convidado por Viana, amigo e irmão de Lívia, para um jantar na casa do coronel.
"Dispondo de todos os meios que o podiam fazer venturoso, segundo a sociedade, Félix é essencialmente infeliz. A natureza o pôs nessa classe de homens pusilânimes e visionários, a quem cabe a reflexão de poeta: "perdem o bem pelo receio de o buscar".
Sinceramente, estava esperando um final óbvio e me surpreendi um pouco. Isso fez metade da leitura valer a pena. Gostei bastante da maneira madura com que Lívia agiu em certos momentos. Ressurreição foi o primeiro livro que li de Machado de Assis e sinceramente, não queria ter começado com esse. Ainda tenho esperança de gostar mesmo de uma história dele.

P.S.: Esse ano, Ressurreição completou 140 anos desde que foi lançado. É, já tem um tempinho...
*Acreditam que eu não encontrei uma foto sequer da edição que realmente li? Humpf!

Vocês já leram alguma obra de Machado de Assis? Se sim, qual? A vontade antiga que eu citei no início é de ler "Dom Casmurro". Eu não perdi um capítulo de "Capitu", aquela minissérie que passou na Globo em 2008. Acho que foi lá que comecei a me apaixonar por trilhas sonoras. :)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Resenha - A Esperança, de Suzanne Collins

Título Original: Mockingjay
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 421
Editora: Rocco
Nota: 95/100

A primeira vez que escrevi sobre esse livro estava bem abalada. E eu nunca tinha ficado assim após terminar uma série. Já dá para imaginar o que virou a resenha... Então, semanas depois, voltei e dei uma consertada básica nos trechos com visíveis “excessos emocionais”. Agora que meses e meses se passaram, não altero mais nada além de acrescentar: se você ainda não leu Jogos Vorazes e Em Chamas, pode ler tranquilamente o texto abaixo.

Ao ler A Esperança, eu estava feliz, triste, alegre, nervosa, chateada e esperançosa. E por trás de tudo que deixou não só eu como muitos outros leitores assim, o terceiro livro trouxe ainda mais clara certa mensagem. Como os seres humanos são absurdamente mais perigosos que esses monstros dos livros de fantasia. Não é uma frase que combine muito com o título traduzido do livro, é verdade. Para ser sincera, passei o livro inteiro tentando encontrar uma pontinha de esperança nessa realidade tão violenta, trágica e cruel. Se eu encontrei? É, quem sabe.

Katniss Everdeen adquire um papel importantíssimo para toda a população de Panem e se torna o centro das atenções, se é que já não era antes. Enfim! Eu gosto de narrações em 1ª pessoa, mas acontece que Katniss estava um pouco confusa em várias partes. No lugar dela, eu também estaria. Certamente. Até pior. Vai saber... Depois de tudo que nossa querida protagonista passou, só de estar viva dois anos depois já é uma grande vitória. Se bem que não teria como ela não sobreviver, afinal, é a narradora do livro.

A Esperança é um livro cruel. Não finaliza a série da maneira mais feliz de todos os tempos, mas dá para entender e suportar. Quem lê, precisa estar preparado. Mortes de muitos personagens são desnecessárias e tão rápidas e brutais que nem dá tempo de se emocionar.
“Não tenho mais nenhum compromisso com aqueles monstros chamados seres humanos. Eu mesma me desprezo por fazer parte deles. Acho que Peeta tinha certa razão quando disse que poderíamos destruir uns aos outros e deixar que outras espécies decentes assumissem o planeta. Porque há algo significativamente errado com uma criatura que sacrifica as vidas de seus filhos para resolver suas diferenças. Para onde quer que você se vire, você enxergará esse tipo de visão de mundo. Snow pensava que os Jogos Vorazes eram uma forma de controle eficiente. [...] Mas no fim, a quem tudo isso beneficia? A ninguém. A verdade é que viver num mundo onde esse tipo de coisa acontece não traz benefícios a ninguém.” (pág.405)

A frase da contracapa resume tudo o que quero escrever sobre o romance da história: "[...] primorosamente orquestrado e inteligente”. De certa forma, praticamente me coloquei no lugar do Peeta para compreender o que ele passou e fico realmente feliz por ele ter aprendido a reaprender. Era assim que eu queria que terminasse. Mas não era bem assim que eu imaginava. Fazer o quê, né? Tô feliz, acho.

A trilogia Jogos Vorazes não mudou minha vida, mas com certeza, marcou o ano de 2012. Porque pode crer que aconteceram muitas coisas esse ano que não teriam acontecido caso eu não conhecesse essa série. E pensar que minha primeira impressão foi que a história estava relacionada com “Jogos Mortais”...

P.S.: Adaptação Cinematográfica –> A Esperança será dividido em duas partes e as datas de lançamento já foram divulgadas. Parte 1: 21 de novembro de 2014 / Parte 2: 20 de novembro de 2015 

domingo, 28 de outubro de 2012

Resenha: A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan

Título Original: The Red Pyramid
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 445
Editora: Intrínseca
Nota: 90/100

Talvez a melhor maneira de começar seja dizendo que eu não sabia nada sobre mitologia egípcia a não ser que Rá é o deus Sol até ler esse livro. E por experiências anteriores, sei bem que a melhor maneira de aprender sobre o assunto é tendo aulas com um tal de Rick Riordan. 

A história começa com Carter Kane dando alguns avisos e se apresentando. Ele é um garoto de 14 anos que vive viajando pelo mundo com o pai, o arqueólogo especializado em cultura egípcia Julius Kane. A vida de Carter se resume a aeroportos, hotéis e sítios arqueológicos desde que perdeu a mãe aos 8 anos. Porém, tudo muda quando ele revê Sadie, sua irmã criada em Londres pelos avós, o pai resolve levar os dois para “comemorar” a noite de Natal no British Museum e bem... coisas estranhas acontecem.

Com A Pirâmide Vermelha é possível aprender sobre os mitos e deuses do Egito Antigo se divertindo nessa aventura digna de quem tem sangue de faraó. Não tive a intenção de fazer com que a última frase soasse como se eu estivesse falando de um livro didático, mas é bem isso que acontece. Parece que há uma necessidade repentina de pesquisar mais, procurar fotos dos locais em que a história se passa para poder entrar de verdade no livro.

A construção da história no tipo “Temos uma semana para salvar o mundo” é o que mais gosto em livros fantásticos. Apenas há um fato que contribuiu para que eu não gostasse tanto assim: é tudo muito fácil. Convenhamos que os problemas são bem mais complicados, mas funciona mais ou menos da seguinte maneira: “Quer viajar? Simples, entre em um portal” “Algum ente querido partiu? No problem! Vá visitá-lo no Mundo Inferior”.

Quanto aos personagens... Bastet! Simpatizei com ela logo no início, quando ainda não tinha se revelado. Nessa parte, tenho que dizer a facilidade de certas situações me agradou. Outro personagem muito divertido: Tot. Acompanhado do churrasquinho, claro. Gosto muito do humor presente em partes da história e a forma como Riordan traz os deuses para o século XXI. Não li esperando algo melhor que PJ&O, talvez por isso, não tenha me decepcionado. Então a dica é essa: leia de mente aberta, aprenda, divirta-se e seja feliz.
“ --- Então não se pode morar em Manhattan? --- disparou.
Amós franziu a testa e olhou para o Empire State.
--- Manhattan tem outros problemas. Outros deuses. É melhor manter tudo separado.
--- Outros o quê? --- reagiu Sadie.
--- Nada.” (pág.53)
As Crônicas dos Kane é uma trilogia e o último livro, A Sombra da Serpente, foi lançado recentemente no Brasil.

domingo, 14 de outubro de 2012

Resenha: Fazendo Meu Filme 4, de Paula Pimenta

Ano de Publicação: 2012
Páginas: 605
Editora: Gutenberg
Nota: 100/100 

Oi! Seguinte, como tem um bom tempo que li FMF 4 já estava quase desistindo de publicar a resenha e pensei em escrever um post contando o que eu acho da série em geral. Acontece que não deu. Eu preciso contar a minha opinião detalhadamente sobre o último livro. E se você não leu os três livros anteriores, o texto abaixo talvez tenha ficado meio confuso porque evitei falar da história e parti logo para os comentários. Porém, só lendo para saber, não é mesmo?

Em Fazendo Meu Filme 4 – Fani em busca do final feliz, temos uma protagonista amadurecida, posso dizer. E serei sincera: eu estranhei a Estefânia no início. Como algum tempo se passou, era de se esperar que todos os personagens tivessem mudado em certos aspectos (a não ser a Cristiana Castelino, sempre... ahn... modesta). Porém, à medida que os capítulos passavam, fui ficando a par dos acontecimentos do intervalo entre FMF 3 e este livro e entendendo como os personagens chegaram aonde estão.
É, FMF 2 tem que ficar de cabeça para baixo na estante.
Eu realmente gostei da maneira que foi feita a alternância entre passado e presente. Assim, sem ficar forçado. O livro é ótimo para comprovar o quanto conhecer os fatos de outro ponto de vista faz toda a diferença. O cenário é outra coisa que foi muito bem construída (posso até dizer que conheço L.A.). Agora, perfeita é a cena ocorrida em um certo píer. Esse local é incrível! Desconsiderem o fato de que eu nunca estive lá e estou me baseando em fotos da internet. Mas imaginem esse local às 3 horas da tarde, apenas o barulho calmo das ondas do mar e o casal mais fofo do mundo ever (como diria a Tracy)...

Se tem uma coisa que gosto muito de encontrar nos livros é a seguinte situação: faltam poucas páginas para terminar e ainda há vários problemas a serem solucionados e assim, fico na expectativa, sem conseguir parar de ler. Exatamente o que aconteceu em FMF 4. O rumo que a vida dos personagens secundários tomou também foi muito merecido. Afinal, depois de conviver por tanto tempo com os dramas amorosos da Fani, quem é que não gostaria de ver Gabi, Ana Elisa, Natália e Tracy aproveitando a vida, felizes?
Não é todo dia que se tem um livro autografado!
A Fani não é uma das minhas personagens favoritas por ser uma adolescente que se apaixonou próximo a uma viagem de intercâmbio ou porque a história dela conviveu comigo durante quase dois anos, mas simplesmente pelo fato de que encontrou a felicidade de uma forma muito interessante: em novas experiências e descobertas. Assim, pude perceber que a vida também tem essa magia dos livros de aventura. Olha só: é possível encontrar sensação parecida com as desses livros cheios de seres mágicos na vida cotidiana, basta percebe-lá nas coisas simples. E o melhor, não corro o risco de ser atacada por monstros, vampiros, bruxos, que seja.  ;)
" [...] O drama é muito importante! Lembre-se do que eu disse nas minhas aulas, todo final feliz deve ser a recompensa de um longo caminho, para que seja merecido. Os espectadores têm que torcer pelos protagonistas, sofrer e vibrar junto com eles!" (pág.66)

sábado, 6 de outubro de 2012

Resenha: O pequeno filósofo, de Gabriel Chalita

Ilustrações: Thais Linhares
Ano de Publicação: 2011
Páginas: 114
Editora: Globo
Nota: 80/100

"- Eu sei.
  - Você sabe tudo?
  - Não. Só sei o que é necessário.
  - E o que é necessário?
  - Coisas simples." (pág.14)

O Pequeno Filósofo traz uma história sobre a simplicidade. Um narrador até então estranho que embarca em um trem na companhia de um misterioso menino. No início, fiquei meio confusa, sem saber aonde o livro iria chegar, mas a narrativa simples e recheada de diálogos foi deixando tudo mais claro até que no fim, é fácil compreender a lição de vida que essa “viagem” trouxe para o homem.

Em todas as estações que os dois param, é possível encontrar uma característica da vida que muitas pessoas levam, como guardar o coração em cofres ou se acostumar com a lama. É claro que isso está no sentido metafórico, porém, não é difícil de entender. E depois que vamos conhecendo a história do narrador, percebemos o quanto essa viagem foi importante para ele.
                                                          
As ilustrações de Thais Linhares ficaram ótimas e trazem um ar infantil para a história, mas a leitura é recomendada para qualquer pessoa que ainda não tenha parado para refletir sobre o que realmente importa na vida. A lição é mais que necessária para todos que são atarefados, ocupados, estressados ao extremo e não percebem a felicidade ali do lado.

É uma história feita para refletir. Cada diálogo, cada estação. Os outros livros que já li do Gabriel Chalita geralmente acabam deixando essa necessidade de filosofar por um tempinho minha mãe adora os livros dele, diga-se de passagem, então eu sempre acabo pegando algum emprestado. Ah, outra coisa que eu preciso dizer: a fala do menino em itálico e a do narrador normal ajudou muito, pois como há vários diálogos, ficaria  bem fácil de confundir quem falou o quê caso não houvesse essa diferenciação.

Sobre a identidade do garotinho, gosto de acreditar que ele seria a representação de um menino pobre e sábio que veio ao mundo para nos salvar. Olha, vamos pensar: o pequeno filósofo sempre esteve ao lado do narrador (ele só não tinha percebido isso) e depois que trouxe tal lição de vida dessa experiência, passou a sentir sua presença em todos os momentos. Tudo a ver, não é? 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Resenha - A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo

Título Original: A Moreninha
Ano de Publicação: 1844
Páginas: 144
Editora: L&PM pocket
Nota: 65/100

 Posso começar dizendo que quando pegava esse livro para ler à noite, não era raro acordar com ele em cima do rosto. Eu poderia estar até gostando da cena que lia, mas a linguagem um tanto complexa pelo fato de ser antiga me dava sono e no outro dia, lá estava eu com a cara enfiada na história, literalmente.

 Augusto, um estudante de Medicina participa de uma aposta com seus amigos e vai passar o feriado de Sant’Ana na casa da avó de Filipe onde há várias pessoas participando de saraus, jantares e comemorações típicas da burguesia carioca daquele período. A jovem e travessa Carolina, irmã de Felipe, também está lá e é nessa ilha, em meio aos eventos ocorridos, que cresce o romance entre os dois.
O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.
 Se disser que gostei do livro, não estarei sendo muito verdadeira. Agora também não acho correto dizer que o livro não é bom. O humor está presente nos acontecimentos que ocorrem com Augusto durante sua estada na ilha de Paquetá e algumas cenas até que são engraçadas, pois é quando percebemos como o comportamento de pessoas dos dias atuais continuam os mesmos daquela época.

 Inicialmente, a história foi publicada como um folhetim, ou seja, os capítulos eram publicados geralmente a cada semana no jornal. Fico imaginando as famílias nobres, em que alguém soubesse ler, reunindo-se após o jantar para ouvir o romance e acredito que elas deveriam gostar bastante, pois era um tipo de diversão recente para os brasileiros. Sim, A Moreninha é o primeiro grande romance nacional (quanta honra!). E convenhamos que nesse século ainda não existia novela...

 Trata-se de uma história de amor. Não tão rápida quanto pode parecer, inocente e feliz. Recomendado para quem curte um clássico, quer passar no Vestibular ou gosta de acompanhar as ironias do destino (pelo menos, na literatura).  
Observação desnecessária: Sem querer comparar nem nada, mas A Moreninha me lembrou em vários trechos a história de O Preço de Uma Lição. Como se fosse uma versão clássica da vida do “sem-nome”... 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Resenha - Em Chamas, de Suzanne Collins

Título Original: Catching Fire
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 413
Editora: Rocco
Nota: 100/100
"   Prim... Rue... por acaso não são elas o principal motivo de eu tentar lutar? Porque o que foi feito com elas é algo tão errado, tão além de qualquer justificativa, tão malévolo que não me dá nenhuma outra escolha? Porque ninguém tem o direito de tratá-las como elas foram tratadas?    Sim. Isso é o que deve ser lembrado quando o medo ameaça me engolir." 
   Em resenhas como essa, o simples ato de citar os nomes dos personagens já pode ser considerado spoiler, então, se você ainda não leu Jogos Vorazes, aconselho não ler o texto abaixo. Mas não fique triste e escolha outra resenha AQUI na nova página do blog. E que a sorte esteja sempre... Bah! Vamos logo ao que interessa.

  Com certeza, Em Chamas é um dos meus livros favoritos. E uma palavra que o define é surpreendente porque, quando terminei de ler JV, tinha algumas hipóteses sobre o que iria acontecer no próximo e não era nada daquilo que eu estava palpitando silenciosamente. Só serviu para comprovar o quanto eu estava enganada e o quanto Suzanne Collins é criativa.

   Katniss Everdeen está de volta e após alguns meses vivendo com sua família tranquilamente e sem depender da caça para sobreviver, uma inesperada visita esquenta a história e nossa protagonista começa a ter ideia da grandiosa faísca que acendeu. O rumo que a história tomou depois disso foi incrível, porque acompanhamos os pensamentos de Katniss e os planos que ela têm até que uma notícia muda tudo.

   Gradativamente, o ritmo da história vai acelerando e se tem uma coisa que eu gosto de encontrar nos livros, são aqueles finais de capítulos “ai meu Deus, só mais um, só mais um” (às vezes, isso atrapalha, mas é um ótimo sinal de que a pessoa está gostando) e isso tem de sobra em Em Chamas. Cada uma das três partes em que o livro foi dividido faz jus ao título que recebeu e não tenho como escolher uma preferida.

   O livro tem a dose certa de romance e nesse lado, temos um Gale que eu considerei excessivo e chato, quero dizer, ele aparece demais na primeira parte e só serviu para deixar a Katniss mais dividida ainda (tudo bem que essa deve ter sido a intenção da Suzanne). Peeta Mellark continua adorável, sem mais. Quanto aos novos personagens, a minha impressão sobre eles foi mudando radicalmente à medida que eles apareciam. E incrivelmente, isso aconteceu com todos os novos personagens mesmo. 

   Então, minha mãe me ensinou a gostar mais do Cinna em Jogos Vorazes e eu sei que isso é um pouco estranho, mas a questão é que “Mãe, não precisava. Em Chamas já iria dar conta do recado”. Cinna não ___ somente um estilista para Katniss, ele se tornou um grande amigo e eu até gostei daquela de concentrar as emoções no trabalho, ainda que para isso tenha sido preciso pagar um preço alto... Merece meu respeito.

  Querem uma dica? Não façam como eu! Leiam esse livro quando já estiverem com A Esperança do lado te aguardando. Se você já leu, sabe bem do que estou falando. 

P.S.: Quem tá acompanhando a escolha do elenco para o filme? É melhor esperar a confirmação certa, mas até que eu tô gostando de alguns dos nomes que têm saido por aí. Lembrando que Em Chamas tem data de estreia para 22 de novembro de 2013.

sábado, 14 de julho de 2012

Resenha - O médico e o monstro, de Robert L. Stevenson

Título Original: Dr. Jekyll and Mr. Hyde
Autor: Robert L. Stevenson
Ano de Publicação: 1886
Páginas: 220
Editora: Melhoramentos
Nota: 65/100
"--- Sim, é uma história perturbadora. Porque ele era alguém com quem ninguém gostaria de ter negócios, um homem realmente detestável; e a pessoa que assinou o cheque é alguém de grande destaque, famoso e (para piorar ainda mais as coisas) um de nossos contemporâneos, que faz o que se chama 'o bem'."
    Olá. Eu pude ler esse livro por acaso. Encontrei-o escondido nas prateleiras de um supermercado por R$6,90! Tudo bem que essa edição da Melhoramentos é minúscula, mas ainda assim, estamos falando de um clássico e eu não podia perder essa oportunidade.

     A história se passa em Londres, no final do século XIX e o narrador observador nos apresenta a Mr. Utterson, um advogado frio, melancólico e de semblante austero, mas considerado adorável em certos momentos. Ele mantém dentro de um cofre em sua casa, o testamento do Dr. Jekyll, cliente e amigo dele, porém, nesse documento, o importante doutor demonstra total confiança a Mr. Hyde, um sujeito estranho de atitudes suspeitas. Então, Utterson resolve investigar as intenções de Hyde e como ele conseguiu conquistar o apoio de Jekyll.

     O médico e o monstro pode até ser considerado por alguns um livro de suspense e um pouco de terror embora acredite que o gênero “mistério” se encaixa melhor. O enredo não assusta tanto a ponto de ser aterrorizante, mas em compensação, as suspeitas girando em torno de quem é Hyde vão crescendo e se você realmente conhece a obra só pelo nome e não tem uma ideia concreta do que se trata (como era o meu caso), deverá deduzir suas hipóteses na mente à medida que acompanha as descobertas de Utterson.  

     Em minha opinião, esse tipo de ficção é bem típico das histórias londrinas do final do século XIX. Talvez seja uma forte semelhança que encontrei com o primeiro livro resenhado aqui no Castanha... Mesmo assim, acredito que tem tudo a ver com essa época. Um período em que os anseios dos ingleses baseavam-se em novas descobertas científicas e a imaginação de vários escritores também.

     A conclusão do caso é até interessante, principalmente para quem leu mais ou menos naquela época. Fui entender do que se tratava pouco antes de a revelação final aparecer em letras maiúsculas e isso foi até bom porque fiquei realmente curiosa a respeito da identidade de Mr. Hyde.

     Por mais que o livro traga reflexões quanto à personalidade do ser humano, vou evitar falar disso aqui para não contar demais. A verdade é que há uma discussão entre o lado bom e o lado mau de uma pessoa. E dá a entender que todos nós temos essa dupla visão das coisas: o ruim e o bom. E no caso daqueles que liberam o lado mau, resta estar preparado para as consequências.

     Você que leu o livro e conhece a história, comente logo abaixo o que achou dele (e da resenha também!). E para quem ainda não leu, está indicado. Ainda mais se é daqueles que gosta de um mistério básico e aprecia um bom e velho clássico da literatura britânica. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Resenha - O Preço de Uma Lição, de Federico Devito e Gutti Mendonça


Título Original: O preço de uma lição
Autores: Federico Devito e Gutti Mendonça
Ano de Publicação: 2011
Páginas: 366
Editora: Novo Conceito
Nota: 80/100

"Acredito que as pessoas não mudam. Acho que evoluem. São como pedras brutas, e quanto mais valiosas as experiências vividas e as lições tomadas, mais lapidadas essas pedras se tornam."


     O preço de uma lição é o primeiro livro que ganhei em um sorteio! \o/ Já tem um tempinho que isso aconteceu, mas tinha outros como prioridade e ele acabou ficando para depois. O livro é contado por um jovem adulto paulistano e se baseia especificamente na vida amorosa do cidadão. Desde os 15 até os 20 anos de idade, tomamos conhecimento de todos os relacionamentos que o protagonista já teve até que Juliana surge na vida dele.

     O personagem principal não tem o nome citado durante a história e os próprios autores dizem que fizeram assim porque o que aconteceu com ele pode acontecer com qualquer outro garoto. Porém, como temos que lembrar dele como “aquele cara”, “o protagonista” parece que não nos simpatizamos tanto e não só com o “sem-nome” como também com os outros personagens. Enfim, tudo isso pode ser cisma da minha parte, mas serei sincera e direi logo que as pessoas do livro não me cativaram. Tudo bem, compreendo que aqui não há seres perfeitos como em muitos livros de ficção. Há apenas a realidade. Nada mais que a realidade...

     Percebi uma mudança no caráter do protagonista no desenrolar da narrativa e isso é bom porque é simples ver sentir que ele cresceu em vários sentidos nesse tempo e realmente entendeu o preço dessa lição. Fico feliz pelo “sem-nome”. E se tem algo que eu gostei muito nesse livro foi a presença de várias frases lindas. Dessas que a gente lê, para, olha para o teto (não necessariamente para o teto, pode ser a parede ou o céu) e reflete. E também não são só frases doces e apaixonadas, há outros temas bem interessantes. Não foi fácil escolher apenas uma para colocar lá no início.

     Sim, é mais uma história romântica e melosa (muito!). Porém, o diferente do enredo e que é justamente o ponto em que os autores resolveram apostar está no fato de tudo ser visto pela ótica masculina. Enquanto em diversas outras histórias, lemos sonhadoras garotas suspirando pelos seus amados, aqui temos um jovem com fama de pegador que,inesperadamente, descobre o amor. não, eu não tive a intenção de rimar!

    O amor é correspondido e os dois enfrentam todos os obstáculos para ficarem juntos, mas nós sabemos que não há tanta “graça” em ler uma história relatada em 366 páginas com um romance iniciado sem dificuldades e eternamente perfeito. Esse jovem casal tem uma vida inteira pela frente. O que acontecerá a eles? Distância, idade, não foram problemas para os dois. O que será então? Perguntas como essas foram as que me fizeram criar interesse pelo livro na época do lançamento. Recomendo para os “românticos de carteirinha” e aqueles que preferem histórias mais leves, reais, melosas e enfim, românticas.

P.S.: Na minha opinião, o livro não precisa de uma continuação. Não fiquei tããão curiosa assim para saber a reação da Juliana depois daquele final, mas é claro que se tiver, não irei dispensar a leitura. J

terça-feira, 1 de maio de 2012

Resenha - Jogos Vorazes, de Suzanne Collins

Título Original: The Hunger Games
Ano de Publicação: 2008
Páginas: 397
Editora: Rocco
Nota: 100/100
"Então, subitamente, me ocorre o seguinte pensamento: É porque ele está sendo gentil. Da mesma forma que foi gentil em me dar aqueles pães.   A ideia me deixa paralisada. Um Peeta Mellark gentil é muito mais perigoso para mim do que o contrário. Pessoas gentis conseguem se instalar dentro de mim e criar raízes. E não posso permitir que Peeta faça isso. Não posso permitir que ele chegue lá."
     Olá. Antes de tudo, vamos combinar que a sinopse do livro não é lá muito atraente. É bem provável que se tivesse lido essa parte antes de conhecer a série, não teria me interessado tanto assim. Ainda bem que isso não aconteceu. Fui descobrindo a trilogia aos pouquinhos e quando percebi, já estava muito ansiosa para ler o primeiro livro. Essa espera ficará marcada, pois nunca havia desejado tanto conhecer uma história e demorado tanto para tê-la em mãos. 

     Jogos Vorazes conta a história de Katniss Everdeen, uma garota de 16 anos que se tornou a chefe da família após a trágica morte do pai e vive no empobrecido Distrito 12 ao lado da mãe (com quem não tem uma relação muito amigável) e da irmã, Primrose. O livro começa no dia da Colheita em que serão escolhidos os 2 tributos de cada distrito que participarão da 74ª edição dos Jogos Vorazes, um reality show anual que consiste em forçar os jovens entre 12 e 18 anos a lutarem pela sobrevivência em uma arena, até que somente um saia vivo. Tudo isso para que a Capital possa exercer seu poder sobre os distritos e lembrá-los de que não adianta se rebelar. Katniss e Peeta Mellark (que por sinal, já era um “conhecido” dela) são selecionados para representar o Distrito 12 nessa edição e partem em rumo à batalha.

     Primeiramente, o enredo é inovador, pelo menos para mim, que nunca tinha lido uma distopia. Mortes que poderiam muito bem ser evitadas ocorrendo diariamente em pleno programa de televisão e com milhões de pessoas assistindo. Isso tem um quê de realidade, não tem? Os Jogos envolvem muita ação, aventura, adrenalina, voracidade (claro!) e é um tanto quanto estranho imaginar que houve espaço para um “romance” no meio disso tudo. Mas foi isso que tornou especial a 74ª edição: sair da rotina. Para os habitantes da Capital, não passa de uma diversão assistir às vidas de 23 jovens se esvaindo a cada ano. Por isso, todos os tributos merecem o respeito dos leitores. Até mesmo os Carreiristas, afinal, eles cresceram sendo forçados a aprender a gostar dos Jogos.  

     A narrativa da protagonista nos coloca para lutar junto com ela, mas com a “pequena” diferença de que estamos no belo conforto de uma leitura. Katniss é uma das personagens mais fortes, determinadas e corajosas que já tive a oportunidade de conhecer, uma verdadeira heroína. Já Peeta é o mocinho da história, mas... é claro que também é um destemido herói porque para aguentar o que aguentou é digno de um título de honra. Além disso, provou que ser mestre em decorar os bolos da padaria pode ser muito útil quando se está uma floresta lutando para sobreviver. 

     A equipe do Distrito 12 é ótima. Haymitch, Effie, Cinna, Portia não poderiam deixar de ser citados por aqui. Mesmo que os pequenos conflitos não fossem raros (Fato: toda equipe tem suas discussões.), todos os quatro e até o pessoal lá do embelezamento são importantíssimos para Katniss e Peeta. Não tenho muito que dizer de Gale, o melhor amigo da protagonista, que só aparece falando no comecinho, mas acredito que ele dará o ar da graça com mais frequência nos próximos volumes que, aliás, não vejo a hora de ler.

     Se você ainda não leu Jogos Vorazes e gosta de ação, aventura, romance, tudo junto e misturado, leia logo. Esqueça que tá fazendo sucesso por conta do filme e embarque nessa história . Ahh, não poderia esquecer do básico quando o assunto é JV. “Que básico?” O desejo. “Que desejo? Desejar o quê?” Que a sorte esteja sempre a seu favor. :)
                                                                       
                                                                                Beijos. ;*

sábado, 14 de abril de 2012

Resenha - O Caçador de Pipas, de Khaled Hosseini

Título Original: The Kite Runner
Ano de Publicação: 2003
Nº de Páginas: 365
Editora: Nova Fronteira
Nota: 90/100

"  'Venha até aqui. Há um jeito de ser bom de novo' foi o que me disse Rahim Kham pouco antes de desligar o telefone. Disse isso como quem não quer nada, quase como se falasse consigo mesmo.
    Um jeito de ser bom de novo." 

     Oii, gente. O Caçador de Pipas se trata de um livro/filme que ouvia bastante as pessoas comentando. Sinceramente, não tinha interesse em lê-lo. Pensava ser um simples livro passado no Oriente que contava as aventuras infantis de dois garotos. Mas felizmente não é somente isso que é narrado no livro. É uma história de amizade. Uma amizade brutalmente rompida que gerou culpa e arrependimento por anos e por fim, leva à uma busca arriscada pela redenção e salvação de parte daquele que não teve sua lealdade correspondida.

     O Caçador de Pipas conta a história de Amir, um rico garoto afegão que cresce na cidade de Cabul ao lado de seu pai (baba) e do empregado da família, Ali. Abandonado pela mãe logo após seu nascimento, Hassan vive com Ali e da convivência diária no mesmo lar, desenvolve uma amizade com Amir ainda nos primeiros meses de vida. Os dois crescem como irmãos, brincando todos os dias no jardim da casa e vivendo aventuras juntos. Hassan, o determinado caçador de pipas que sempre está disposto a defender o amigo nas situações de perigo e Amir, o que sabe ler e escrever e encanta o outro com histórias de livros ou inventadas por ele mesmo.

     Boa parte da vida de Amir é narrada no livro e ele conta tudo o que passou durante esses anos a respeito da relação que tinha e passou a ter com seu pai e o mesmo com Hassan. Porém, o que mais me interessou mesmo foram os motivos que levaram à essa mudança de caminhos e pensamentos por todo esse tempo. Estou falando da parte histórica do livro. Geralmente, essas partes não são tão interessantes, mas dessa vez foi diferente. Talvez seja porque boa parte do livro se passa em um lugar que eu realmente não conhecia. O Afeganistão. É surpreendente o quanto a realidade do país muda depois de certo tempo e se aproxima bastante do que aconteceu de verdade. O enredo da história, ou seja, a amizade entre os garotos, a separação, a culpa, o arrependimento e a busca pela redenção poderia muito bem se encaixar na realidade.

     A narrativa não é complicada apesar de frequentemente aparecer expressões afegãs que não vêm acompanhadas de tradução, mas o contexto ajuda a entendê-las. Todo o livro é narrado por Amir e sinceramente, é difícil não ficar com raiva dos atos e decisões que ele toma em certos momentos, porém, tudo isso não passa dos defeitos dele. Todo mundo tem defeitos e os de Amir têm o direito de aparecerem com frequência na história, afinal é a vida dele que é contada ali. Inicialmente, a impressão que passa é que há uma espécie de amizade não-correspondida na infância dos garotos, mas no final das contas e mesmo que um pouco relutante, o personagem principal enfrenta desafios para se desculpar de seu amigo. Enquanto ainda há tempo.

     Só para finalizar, um breve relato: durante a leitura, teve capítulos que fiquei quase uma semana empacada porque não me sentia animada o suficiente para lê-lo em qualquer hora , no máximo, um capítulo antes de dormir. Depois de passar por essa parte, é que a coisa andou para valer. Mas o que quero dizer é que caso vocês desaminem como eu, não desistam. E outra dica: se você é daqueles que, como eu, relacionava os países “istão” e outros do Oriente Médio e Ásia Central a bombardeios, ditaduras e negociações de “cessar-fogo”, leia O Caçador de Pipas. A mídia não estava mentindo, mas pode crer que conhecer essa realidade de ponto de vista de um afegão que nasceu e cresceu lá é completamente diferente. Sério, ás vezes dá até para esquecer que o livro é de ficção.

     E vocês? Já leram O Caçador de Pipas? O que acharam? Já leram outro livro passado (ou pelo menos, boa parte) na região dos países “istão”? Quais? Comentem!

                                                                                                                     Beijos. ;)  

sábado, 3 de março de 2012

#ResenhaLivro – As aventuras de Tom Sawyer

Título Original: The Adventures of Tom Sawyer
Autor: Mark Twain
Ano de Publicação: 1876
Nº de Páginas: 245
Editora: Ática
Nota: 85/100

     Oi gente! A resenha de hoje será sobre minha leitura de carnaval tem tempo, mas semana de provas, né? e vocês sabem que quando a gente tem mais tempo para ler, não precisa ficar cortando a história várias vezes e até dá para curtir melhor. Primeiramente, é preciso dizer que não escolhi por conta própria, faz parte das leituras de colégio, mas pode crer que não foi tempo perdido.

     Focado nas aventuras de um garoto e seus amigos, As aventuras de Tom Sawyer nos conta uma parte da infância de adivinhem! Thomas Sawyer, um menino que cresceu em uma pequena cidade interiorana às margens do rio Mississipi. Tanta coisa acontece em apenas alguns meses e quase tudo que Tom apronta nesse tempo vira assunto para a cidade inteira, já que estamos falando daquelas pequenas vilas monótonas que qualquer coisinha é motivo para alarde da população.

     A narrativa não é complicada embora tenha consultado o pai-dos-burros dicionário em alguns trechos de descrição, mas, observar o contexto é suficiente para entender o significado de algumas palavrinhas. O início é um pouco “arrastado”, porém, as aventuras vão acumulando e o fim prende atenção.

    Tom está em todas, claro, afinal, as aventuras são vividas por ele e cada vez, crianças diferentes o acompanham, mas depois dele, Huckleberry Finn é o que mais aparece. Tom não gosta das proibições impostas por sua tia Polly, mas ama a família e sente saudade de casa quando fica algum tempo longe. Hehe. Já Huck, com uma mãe ausente e um pai alcoólico, mora nas ruas da pequena cidade. Sujo e esfarrapado, vive a real liberdade para os garotos, já que não segue nenhuma regra. No fundo, bem no fundo mesmo, é uma boa pessoa.

“Tentou mais uma vez e criou coragem com o seguinte pensamento: ‘É uma mentira boa --- uma mentira boa ---, não vai me ferir’. Então procurou no bolso da jaqueta. E logo estava lendo a casca de plátano através das lágrimas que corriam, e dizendo: --- Eu poderia perdoá-lo agora, mesmo que ele tivesse cometido um milhão de pecados!”(pág. 136)

     Enfim, o livro é interessante e me deixou curiosa quanto à As aventuras de Huckleberry Finn. Esse post deveria ser publicado assim que chegasse em casa depois de ter feito a prova, mas realmente só teve jeito de escrever em pedacinhos, 10 minutinhos por dia. Finalmente está aqui, porém, peço desculpas do mesmo jeito.

      Indico As aventuras de Tom Sawyer a quem queira viver a infância. Se ela já passou, não tem problema, é só voltar e caso ela ainda esteja presente, somente viva e cuide para que a essência nunca se perca. Ok, é necessário assumir que as aventuras de Tom foram bem mais ativas que as aventuras de muita gente, mas você que está lendo isso tem ao menos uma história para contar da infância, não tem? Vai, põe a memória para funcionar e veja que essa fase não pode ser esquecida tão fácil assim.

“Na infância... Bastava sol lá fora e o resto se resolvia.”
                                                               (Fabrício Carpinejar)
                                    
                                                                                                                                    Beijos. ;*

sábado, 11 de fevereiro de 2012

#ResenhaLivro - O Herói Perdido

Título Original: The Lost Hero
Autor: Rick Riordan
Ano de Publicação: 2010
Nº de Páginas: 439
Editora: Intrínseca
     Para início de conversa, eu amo a série PJ&O e saber de uma sequência com outras histórias e outros personagens, mas permanecendo na mesma essência com meu lindo acampamento e seus semideuses foi uma ótima notícia. Só para variar, já estava com saudades desse mundo que o “Tio Rick” criou e, logo, fica bem claro que gostei muito do livro.

     Em “O Herói Perdido”, temos um trio principal formado por Jason (?), Piper McLean e Leo Valdez. Tudo começa quando Jason acorda em um ônibus segurando na mão de uma garota que nunca viu na vida e sentado ao lado de um menino que diz ser seu melhor amigo e que a tal garota é sua namorada. Imagina a confusão na mente de Jason nesse momento. Para deixar tudo melhor explicado para quem estiver lendo, toda a história é dividida em capítulos focados nos três protagonistas e em 3ª pessoa.

     Acredito que por ter um bom tempo que não lia um livro em 3ª pessoa ou “compartilhado” demorei alguns capítulos para me acostumar, mas é fácil perceber o quanto essa maneira deixa os leitores bem mais informados e sabendo dos pensamentos e pontos de vista de cada um dos três personagens principais. Assim, descobrimos os segredos que ainda são secretos de cada um deles e fica bem mais simples para decifrar os mistérios da história.

     A propósito, meu preferido é o Leo porque por trás de tudo o que ele parece ser, encontramos um garoto com suas inseguranças e solidão, mas que ao decorrer do livro, compreende seu próprio destino, que não está só e se esquece de seguir o plano B em situações difíceis. Piper com certeza irá ajudar os leitores de PJ&O a ter outra visão dos filhos de certo deus(a) e Jason... bom, Jason está mais para uma versão se escrevesse, seria spoiler de Percy Jackson e até como um consolo para quem sentiu falta dele, mas não deixa de ser um ótimo protagonista.

     Apesar de ser uma série nova, ler PJ&O antes de iniciá-la torna a história muito mais atraente e consequentemente, mais divertida, já que você já vai estar familiarizado com o ambiente. Quando a gente pensa que não tem mais histórias de mitologia grega para o Rick Riordan incluir em seus livros, lá vem ele com um inteirinho de personagens mitológicos “novos”, pelo menos para mim que ainda não conhecia os seres que surgiram nessa série.

     Finalizando, recomendo de verdade , não só a série “Os Heróis do Olimpo” que, aliás, terá seu segundo volume, “O Filho de Netuno”, lançado em Maio no Brasil, como também Percy Jackson e Os Olimpianos.

Citação “Favorita”: “--- Acredite em mim, senhora --- ele murmurou ---, eu não me esqueci. E, seja lá quem você for, vou encará-la com toda a força, ao estilo Leo.
Respirou fundo e entrou no bosque.”

     Ahh, e uma dica: se você é daqueles que não resiste e costuma ler a última frase do livro antes de iniciá-lo, por favor, não faça isso com “O Herói Perdido” se não metade do mistério vai por água abaixo. Entendo que isso deixa quem não leu ainda mais curioso, mas insisto que se esforce o máximo para aguentar. Pelo bem da sua diversão. Quanto à classificação, só um belo 100 para carregar tanta aventura em apenas uma série que só está se iniciando.

     E vocês? Quem já leu “O Herói Perdido”? Se sim, o que acharam? Se não, pretendem ler algum dia? E quanto à PJ&O, o que pensam sobre essa série tão linda? Comentem! *-*

                                                                                                                             Beijos. ;*
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...