
Ano
de Publicação: 1844
Páginas:
144
Editora:
L&PM pocket
Nota: 65/100
Posso
começar dizendo que quando pegava esse livro para ler à noite, não era raro
acordar com ele em cima do rosto. Eu poderia estar até gostando da cena que
lia, mas a linguagem um tanto complexa pelo fato de ser antiga me dava sono e
no outro dia, lá estava eu com a cara enfiada na história, literalmente.
Augusto,
um estudante de Medicina participa de uma aposta com seus amigos e vai passar o
feriado de Sant’Ana na casa da avó de Filipe onde há várias pessoas
participando de saraus, jantares e comemorações típicas da burguesia carioca
daquele período. A jovem e travessa Carolina, irmã de Felipe, também está lá e
é nessa ilha, em meio aos eventos ocorridos, que cresce o romance entre os
dois.
O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.
Se disser que gostei do livro, não estarei
sendo muito verdadeira. Agora também não acho correto dizer que o livro não é
bom. O humor está presente nos acontecimentos que ocorrem com Augusto durante
sua estada na ilha de Paquetá e algumas cenas até que são engraçadas, pois é quando
percebemos como o comportamento de pessoas dos dias atuais continuam os mesmos
daquela época.
Inicialmente, a história foi publicada como
um folhetim, ou seja, os capítulos eram publicados geralmente a cada semana no
jornal. Fico imaginando as famílias nobres, em que alguém soubesse ler,
reunindo-se após o jantar para ouvir o romance e acredito que elas deveriam
gostar bastante, pois era um tipo de diversão recente para os brasileiros. Sim,
A Moreninha é o primeiro grande
romance nacional (quanta honra!). E convenhamos que nesse século ainda não
existia novela...
Trata-se
de uma história de amor. Não tão rápida quanto pode parecer, inocente e feliz.
Recomendado para quem curte um clássico, quer passar no Vestibular ou gosta de
acompanhar as ironias do destino (pelo menos, na literatura).
Observação desnecessária: Sem querer comparar nem
nada, mas A Moreninha me lembrou em
vários trechos a história de O Preço de
Uma Lição. Como se fosse uma versão clássica da vida do “sem-nome”...